Domingo, 20 de Abril de 2008
Reflectir depois também é importante...

Apesar do investimento menos consistente nesta ferramenta de trabalho, é preciso considerar ainda nesta recta final, e de modo a avaliar este percurso, pontos fortes e fracos, em jeito de análise SWOT, com a pretensão de que os próximos trabalhos sejam enriquecidos a partir da reestruturação das falhas sentidas neste.
Um projecto planificado para decorrer em sistema b-Learning exige uma preparação mais consistente e uma disponibilidade superior de todos os participantes. São factores determinantes para o êxito desta metodologia, que já foram anteriormente explanados. Mas de facto surgiram bastantes dificuldades, e até alguma desmotivação, na concretização deste processo de construção de portefólio digital. Embora houvesse um grande interesse na exploração dos temas abordados durante a componente presencial da unidade curricular, a falta de feedback, factor extremamente importante neste processo, tornou-se muito reduzido, acabando por despromover a prática de escrita no blogue, fundamentalmente para quem não a adquiriu até então. Todavia, há que ter em conta a área de interesse e investigação pretendida: as Tecnologias Educativas. Neste sentido, é de toda a conveniência que cada um de nós, alunos mestrandos, tentemos partilhar o mais possível, para consolidar conhecimentos e pesquisar possíveis ramos de investigação, de acordo com motivações e interesses pessoais. Fica esta dualidade, com “culpas” distribuídas e vontade de melhorar na próxima oportunidade.
Também gostaria aqui de ressalvar uma questão que nos transpõe para a “guerra das concorrências”. Neste caso, vamos opor o sapo com a blog. Os formatos disponibilizados pela blog oferecem uma apresentação mais agradável, pela possibilidade de apresentar, por exemplo, o ecrã do vídeo no próprio blogue. No sapo, a visualização de vídeos fica registada na área de vídeos do sapo, onde é fornecido o link para acesso a estes. Ora tratando-se de dois dos mais conhecidos servidores de blogues nacionais, parece insensato que, à velocidade que surgem novidades tecnológicas, ainda não tenha havido lugar e tempo para aprimorar uma ferramenta que tem permitido uma construção e um depósito tão intenso e diversificado de informação. Fica aqui, por isso, a sugestão, caso alguém tenha em vista a solução desta questão.
Gostaria de terminar referindo, por último, que apesar de me ter faltado o empenho contínuo e persistente nesta tarefa, não foi, de forma alguma, uma actividade pouco estimulante ou irrelevante. Foi remetida para segundo plano por falta desta prática e pouca disponibilidade. Tal como anteriormente referido, espero que a próxima oportunidade obtenha uma organização mais evolutiva e persistente!



publicado por reginalencastre_te às 02:23
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LMS vs CMS - parte II
Características
LMS
CMS
Comuns
Planeamento e gestão de cursos e de conteúdos de aprendizagem (pelo formador) – nível pedagógico;
Gerir e monitorizar o conteúdo e o nível de objectos de aprendizagem;
Fixa e controla resultados
Distintas
Permitem: gestão de turmas e marcação de eventos em calendários, alocação de formadores, gestão de planos de formação – nível administrativo; acesso dos alunos a materiais de formação, a actividades, a avaliações; a comunicação entre professor e alunos – nível pedagógico.
Tentam facilitar e orientar o professor/autor para o cumprimento de princípios gerais de produção de conteúdos de e-learning (organização, navegação, design, pedagógicos), de acordo com o “design instrucional”; procuram oferecer flexibilidade relativamente ao dispositivo em que vão ser apresentados – web ou CD-ROM.
Software
Web-CT, Blackboard, Learning Space, Docent, TelEduc, Moodle, ATutor, Claroline, Dokeos, Fle3, ILIAS, LON-CAPA, OLAT, Sakai Project
Pilot Online Training Solution OCT-2007, Online Training Solution 3.2, iLOG acquired LCMS Module
Vantagens na utilização em relação ao sistema tradicional
Informação organizada e facilmente definida
Utilização de ferramentas síncronas e assíncronas de comunicação; de ferramentas de trabalho individual e de grupo
A existência de ferramentas sociais permite auto-expressão e motivação pessoal
Diversidade de ferramentas, com funções variadas, para planificações de sessões mais heterogéneas e com recursos a novas estratégias de aprendizagem
Desvantagens na utilização em relação ao sistema tradicional
As ferramentas delimitam a estrutura das tarefas, comprometendo a interacção entre instrutor e aluno;
Ao tentar simplificar ao máximo, as ferramentas das LMS podem dificultar a percepção da organização que lhes é fornecida


publicado por reginalencastre_te às 02:05
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LMS vs CMS

- LMS (Learning Managment Systems):

  -- Sistema de Gestão da Aprendizagem (SGA): “é uma aplicação web que permite a gestão de processos de formação/aprendizagem nas perspectivas administrativa e pedagógica” (cit in Pimenta, 2004);

  -- Termo utilizado para descrever um conjunto de ferramentas de software produzido para gerir as intervenções de aprendizagem dos seus utilizadores. Estes sistemas não se limitam às convencionais gravações e aos tradicionais relatórios, mas incluem uma lista de funcionalidades complementares, sendo o docente/formador a decidir a estruturação a apresentar aos alunos/utilizadores, a informação disponível e até as ferramentas a que poderão ter acesso. A lógica assenta na tripla “anytime, anyplace, any pace”, havendo uma libertação física de um espaço e tempo para acesso à informação, assim como do ritmo que cada um entende dedicar à aprendizagem de um assunto;



- CMS (Content Managment Systems):

  -- Sistemas de Gestão de Conteúdos (SGC): “ ferramentas de autor especificamente orientadas para a produção de conteúdos digitais (…) a ser disponibilizados e explorados em ambientes de e-learning (isto é ambientes suportados por Sistemas de Gestão da Aprendizagem)” (cit in Pimenta, 2004);

  -- Ferramentas para fornecer e gerir formação síncrona e assíncrona online, baseada na metodologia de objectos de aprendizagem. Estes sistemas proporcionam ferramentas para autorizar e reutilizar ou redigir conteúdos. Apesar desta diferenciação, na maior parte dos casos a definição de LMS abarca os CMS, havendo já um acrónimo que pretende designar os sistemas de aprendizagem com base na metodologia de aprendizagem tecnológica avançada – CLCIMS (Computer Learning Content Information Management System).



publicado por reginalencastre_te às 02:02
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Como "chegar" à Second Life!

O Second Life é um ambiente virtual e tridimensional que simula em alguns aspectos a vida real e social do ser humano. Foi desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Liden Lab. Dependendo do tipo de utilização, pode ser encarado como um jogo, um mero simulador, um comércio virtual ou uma rede social. O nome "Second Life" significa segunda vida, expressão que pode ser interpretada como uma vida paralela, uma segunda vida além da vida principal, da "real".
Dentro do próprio jogo, o indicador utilizado para se referir à "primeira vida", ou seja, à vida real do participante, é "RL" ou "Real Life" que se traduz literalmente por vida real.

Este ambiente virtual tem recebido muita atenção dos média internacionais, principalmente dos especializados em informática, pois o número de utilizadores registados e também os activos têm crescido significativamente.

http://videos.sapo.pt/Jzuj1LhN0KZi1zK0Gq7h



publicado por reginalencastre_te às 01:22
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A solução intitulada b-Learning!

Surgiu uma nova corrente, com uma nova solução – o blended learning – uma combinação entre o ensino presencial convencional com estudo auto-instrucional on-line, como forma de combate às anteriores críticas apontadas ao e-Learning.
Os cursos foram reorganizados, reformulados e orientados para uma solução semi-presencial. Nos novos cursos experimentados, os resultados foram bastante superiores, segundo Azevedo (2005), uma vez que o modelo pedagógico precisava de ser alterado, porém, não implicando o abandono total do que se havia construído até então de desenvolvimento de material didáctico, quer em termos de papel e outros materiais palpáveis, quer em termos de suporte digital. A mudança era necessária devido à inadequação da abordagem auto-instrucional não somente ao público-alvo, mas principalmente ao meio on-line e à nova realidade representada pela chamada sociedade da informação e economia do conhecimento. As competências mais requeridas, neste tipo de sociedade, relacionam-se com a interacção colectiva, com o trabalho de equipa, com a interacção entre pessoas sobre conteúdos de informação. Educação e redes de computadores exigem, deste modo, uma homologia estrutural notável, fazendo com que a aprendizagem colaborativa em comunidades virtuais, baseada na interacção colectiva on-line, constitua não apenas uma abordagem possível, algo meramente opcional, mas sim uma alternativa que não pode ser ignorada, a mais adequada abordagem, tanto ao meio on-line quanto à educação.
As salas de aula virtual, locais definidos como a outra forma de instrução presencial, a instrução em b-Learning, não passam de habitações parciais de um tempo e espaço virtuais com características distintas e únicas, onde a interacção se baseia na escrita e é independente do tempo (assíncrona) e do espaço e onde a comunicação é de muitos para muitos (Kaye, 1992; Harasim, 2000; Paulsen, 1998 in Morgado, 2005). Uma das suas características fundamentais é o elevado nível de interacção entre os indivíduos e o feedback que permite (Romiszowski & Mason, 2001). Este tipo de interacção permite ao aluno aplicar, transformar e procurar outras informações, construindo conhecimento novo (Valente, 2003). É um cenário conceptual que é concebido como um sistema, ou seja, marcado por uma forte interrelação e dependência entre os diversos elementos que o constituem. A mudança é, por isso, sistémica: quando um elemento muda, os efeitos reflectem-se em todo o sistema. Por outro lado, possui uma propriedade de co-evolução: o desenvolvimento surge através de novas ideias, instrumentos, actividades e formas de experimentação que produzirão impacto em termos individuais, sociais, educacionais e técnicos.



publicado por reginalencastre_te às 01:10
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O lado B do e-Learning

Após o entusiasmo e os anos iniciais de euforia, as experiências de cursos on-line realizados demonstraram que as taxas de rendimento dos alunos não eram tão elevadas como desejadas. A falta da componente presencial foi apontada como um factor desmotivador para a desistência dos alunos durante os cursos e para uma diminuição da qualidade dos mesmos. O e-Learning não estava a responder às expectativas que tinha criado. Apesar deste facto ser publicamente negado por muitas instituições implicadas directamente, é um assunto delicado e, simultaneamente, dúbio, uma vez que o volume de negócios que o rodeiam passou de uma discussão do campo científico à acção comercial. Mas a realidade é que as expectativas de ver os alunos a matricularem-se neste sistema, quando disponível, foi diminuindo.
Alguns autores relacionam o fracasso do e-Learning com o aumento dos custos económicos, exposto nos relatórios oficiais de universidades norte-americanas. Outros, apontam dificuldades e desvantagens graves a esta metodologia, como a ausência de contanto humano dificulta um sentimento de pertença a uma comunidade educativa, além de exigir uma elevada motivação, necessária para concretizar um curso on-line; as transformações nos papéis dos professores e dos alunos e a definição tradicional de escola são ainda outros factores contribuintes para um insucesso previsível deste método de ensino.



publicado por reginalencastre_te às 01:09
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e-Learning em perspectiva histórica

O chamado e-Learning tem uma história já respeitável. As primeiras iniciativas de uso de redes informatizadas em educação superior datam de meados da década de 70 do século XX. O pioneiro desta nova modalidade educacional foi o norte-americano Murray Turoff, criador do primeiro sistema para interacção colectiva assíncrona on-line da história – o EIES (Electronic Information Exchange System), em 1974. Ainda nesta década Turoff começou a utilizá-lo regularmente nos seus cursos no New Jersey Institute of Technology (NJIT).
No início dos anos 80, o EIES começou a ser usado num programa de pós-graduação on-line à distância para altos executivos, o primeiro da história, no Western Behavioral Sciences Institute (WBSI), baseado em La Jolla, Califórnia (EUA), sob a coordenação de Andrew Feenberg. Em meados desta mesma década, Linda Harasim, da Simon Fraser University no Canadá, liderava um grupo que começava a oferecer os primeiros cursos on-line naquele país. E em fins da década de 80, Robin Mason começava a oferecer os primeiros cursos on-line da Open University britânica.
A partir do início dos anos 90, a Web deixa de ser uma rede eminentemente académica e transforma-se no que é hoje, uma rede ao alcance de um público cada vez mais amplo, com acesso a partir do trabalho ou de casa por um número crescente de utilizadores. Num primeiro momento (correspondente à primeira metade da década de 90), universidades e instituições de ensino superior criaram os seus primeiros programas totalmente on-line à distância, adoptando o modelo colaborativo dos pioneiros da educação on-line, com destaque para a On-line Phoenix University, criada em 1991, e o University of Maryland University College, que começou a oferecer os seus primeiros cursos on-line de graduação em 1994. A segunda metade da década assistia já ao surgimento de um sem número de iniciativas baseadas no modelo auto-instrucional, rebaptizado de WBT (Web-Based Training) e, mais recentemente, a partir do final dos anos 90, de e-Learning.
O mercado empresarial começou a adicionar a letra “e” a um conjunto de palavras como, por exemplo, e-Commerce, e-Business, e-Shopping, e-Transactions, passando o “e” a ser indissociável da era digital.
O “e” no e-Learning designa, literalmente, tudo o que é electrónico. Mas também significa era digital e Internet. Segundo Masie (1999), existem três dimensões para o significado da letra “e”:
- Experiência: aumentar o envolvimento e a experiência dos alunos na aprendizagem, disponibilizando opções de aprendizagem independentes do local e do instante, e mecanismos de comunicação em rede;
- Extensão: disponibilizar um conjunto de opções de aprendizagem, a fim de alicerçar a perspectiva do aluno num “processo” e não apenas num “evento”;
- Expansão: oportunidades de expandir a aprendizagem para além das limitações da sala de aula tradicional (acesso global a um número ilimitado de tópicos).
A dimensão da Experiência no e-Learning endereça factores como envolvimento, simulação, prática e interacção social. Por isso, reunir conteúdos impressos e passá-los para formato HTML (HyperText Markup Language – Linguagem de Marcação de Hipertexto) não é a forma mais adequada de se fazer e-Learning. É exigida uma nova metodologia e arquitectura de encadeamento de objectivos, de estruturação de conteúdos e de técnicas de avaliação.
No entanto, existe uma certa ambiguidade na definição do termo e-Learning. É definido de forma diferente por diferentes instituições e autores. Genericamente é possível encontrar cinco visões possíveis:
- Electrónica (aprendizagem electrónica): o e-Learning abrange um amplo conjunto de aplicações e processos tais como “aprendizagem baseada na WEB”, “aprendizagem baseada no computador”, salas de aula virtuais e colaboração digital. O conteúdo é distribuído via Internet, Intranet/Extranet (LAN/WAN), cassetes de áudio ou de vídeo, televisão, TV satélite, TV interactiva e CD-ROM;
- Internet (aprendizagem através da Internet): o e-Learning é a aprendizagem baseada na Internet. Representa o casamento da Internet com a educação. O mercado empresarial e o ensino superior e secundário são os sectores mais promissores;
- Tecnologias da Internet – protocolo TCP/IP e navegadores (browsers) WEB (aprendizagem através de uma rede Internet, LAN ou WAN): o e-Learning refere-se à utilização das tecnologias da Internet na distribuição de soluções de aprendizagem. Baseia-se em três critérios fundamentais:
1) Ocorre em rede – capaz de instantaneamente actualizar, armazenar, distribuir e partilhar instrução ou informação, em que CD-ROMs e DVDs não são classificados como e-Learning;
2) Utiliza standards das tecnologias Internet – o protocolo TCP/IP e os navegadores WEB criam uma plataforma de distribuição universal;
3) Centra-se numa visão mais alargada da aprendizagem – distribuição de conteúdos e melhoria do desempenho do aluno;
. Internet, CD ou DVD-ROM (aprendizagem através da Internet, CD ou DVD-ROM): o e-Learning é a instrução que é distribuída electronicamente, total ou parcialmente, por um navegador WEB, através da Internet ou de uma Intranet, ou através de plataformas multimédia como CD-ROM ou DVD;
. Mística: o e-Learning é a utilização da tecnologia para gerir, desenhar, distribuir, seleccionar, transaccionar, acompanhar, apoiar e expandir a aprendizagem.
Na prática, o e-Learning é qualquer experiência de aprendizagem distribuída via Internet, Intranet, Extranet, CD ou DVD-ROM, pois o elemento fundamental do e-Learning não é a tecnologia mas sim a forma de ensinar. Embora o e-Learning combine tecnologia e pedagogia, o importante é a experiência vivida pelo aluno na aprendizagem. Além disso, nem todo o tipo de conteúdos requer interacção social.

O e-Learning alterou a forma de encarar a aprendizagem a distância e tornou-se o paradigma de aprendizagem dominante, embora algumas instituições de ensino e formação estejam apenas preocupadas com a componente da “distância”. São desejáveis e-conteúdos interactivos, de qualidade, e em formato multimédia.



publicado por reginalencastre_te às 01:04
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A Educação à Distância...

A Educação à Distância (EAD) pode ser definida como o conjunto de acções de ensino-aprendizagem que é desenvolvido através de meios telemáticos, como a Internet, a videoconferência, a teleconferência e as plataformas de aprendizagem. Tem como elementos centrais a comunicação mediada por computador, a comunicação síncrona e assíncrona e as interacções colaborativas. Funda-se no conceito de aprendizagem colaborativa descrita como o tipo de aprendizagem resultante do facto dos indivíduos trabalharem em conjunto, com objectivos e valores comuns, colocando as competências individuais ao “serviço” do grupo ou da comunidade de prática (Kaye, 1992; Dillenbourg, 1999).
Este tipo de ensino/educação acontece cada vez mais em situações bem amplas e diferentes, da educação infantil até à pós-graduação, dos cursos regulares aos cursos corporativos. Abrange desde cursos totalmente virtuais, sem contacto físico – passando por cursos semi-presenciais – até cursos presenciais com actividades complementares fora da sala de aula, pela Internet.


É relativamente recente e a sua interferência far-se-á notar cada vez mais em todas as dimensões e níveis de ensino. Com o avanço da telemática, a rapidez de comunicação por redes, a facilidade próxima de interagir à distância ocupará um espaço central na pedagogia nos próximos anos.
No entanto, a EAD traz actualmente questões específicas com novos desafios. É utilizada em situações onde a educação presencial levaria muito tempo a dar resposta e atingir um grande número de alunos em pouco tempo. Estas situações obrigam a pensar em processos pedagógicos que compatibilizem a preparação de materiais e actividades adequadas, a integração de vários tipos de profissionais envolvidos, a combinação de tempos homogéneos e flexíveis, da comunicação em tempo real (síncrona) e em momentos diferentes (assíncrona), as avaliações presenciais e à distância. É um processo muito mais complexo do que aquele que é realizado numa sala de aula, com menos alunos, porque exige uma nova logística, que é testada com medias telemáticas pela primeira vez, além de um acompanhamento mais directo e frequente.
Por outro lado, a educação à distância também está a começar a trazer combinações significativas para a educação presencial. São disso exemplo o trabalho já desenvolvido por algumas universidades (nacionais), que integram aulas presenciais com aulas e actividades virtuais, flexibilizando tempos e espaços, ampliando os espaços de ensino-aprendizagem até agora praticamente confinados à sala de aula. Como estratégia baseada na aplicação da tecnologia à aprendizagem, sem limitação de lugar, tempo, ocupação ou idade dos aprendizes, a educação à distância é a acção sistemática e conjunta entre as novas tecnologias que incluem as multimedias, as redes de comunicação interactivas e todas as tecnologias intelectuais da cibercultura e as metodologias de ensino-aprendizagem em ambientes virtuais de aprendizagem. Exige o desenvolvimento de um modelo pedagógico específico, baseando-se em vários aspectos:
- Trabalho em equipa: uma das competências exigidas, hoje em dia, é que os profissionais sejam capazes de trabalhar em grupo, interagindo em equipas reais ou virtuais;
- Aprender trabalhando: o trabalho e a aprendizagem devem caminhar juntos, e o aprender trabalhando é algo que se deve fazer em equipa;
- Inteligência colectiva - A sociedade, hoje, exige que um indivíduo saiba contribuir para o aprendizado do grupo de pessoas ao qual ele pertence. Ou seja, é a inteligência colectiva do grupo que se deseja colocar em funcionamento, disponibilizando-se as diversas competências de seus integrantes, e não mais a de apenas um deles;
- O professor virtual: deve ajudar na construção desta nova proposta pedagógica com sua prática educacional. Deve assumir o papel de companheiro, líder e animador comunitário, concentrando-se não apenas no domínio de um conteúdo ou de técnicas didácticas, como também na capacidade de mobilizar a comunidade de aprendizes em torno da sua própria aprendizagem, de estimular o debate, de promover um clima de ajuda mútua e de incentivar cada um a tornar-se responsável pela motivação de todo o grupo;
- O aluno virtual: para ser um aluno virtual não basta saber navegar na Internet ou usar o correio electrónico; é necessário ser capaz de atender às demandas dos novos ambientes on-line de aprendizagem e desempenhar o novo papel que lhe foi reservado na comunidade virtual.



publicado por reginalencastre_te às 00:44
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Sábado, 19 de Abril de 2008
A importância e a pertinência dos blogues

A partilha advinda das ferramentas de Web 2.0 trouxe consigo a geração blogueana, juntamente com o windows live messenger (msn) e as short message service (sms) a partir de telemóveis. A liberdade de informar e a possibilidade de divulgar conteúdos aproxima o mundo em função de áreas de interesse, da disponibilidade e da tecnologia que cada um possui.
No mundo cibernauta, os blogues constituem-se como vantajosos em relação às páginas Web, pela facilidade em criar e publicar informação. A pré-estruturação gráfica dos formatos ajuda a uma publicação simples e intuitiva, acessível aos mais auto-didactas e desprendidos. Por outro lado, apresentam uma variedade ampla de templates e cores para personalizar cada espaço de cada indivíduo.
A viabilidade de construir recursos de exploração pedagógica apresenta-se como uma consequência altamente favorável. Além da facilidade de construção do recurso, a sua exposição torna-se garantida, para qualquer parte do mundo. A grande mais valia, muitas vezes, faz-se sentir ao poder haver uma exploração dos mesmos conteúdos a partir das actividades construídas por outros colegas de profissão (ou outros profissionais).
A partir desta pequena contextualização que apresenta o conceito e finalidades gerais dos blogues, pretende-se expor algumas considerações a este respeito. A ideia da partilha torna extremamente aliciante. Criar actividades de uma área, para uma determinada idade pode agora ser vista como uma tarefa aliciante pela noção de partilha. Esta lógica é válida para informações e explicações de projectos e processos. Sendo actualmente profissional de RVC (Reconhecimento e Validação de Competências), confesso que me tenho socorrido de bastantes blogues, além de fóruns, para desconstruir algumas legislações e perceber as realidades práticas de outras instituições.
No entanto, há que acrescentar que a validade da informação prestada pode ter, com alguma facilidade, a sua validade comprometida. Numa analogia com os vírus que os tantos que dominam as tecnologias elaboram, também há quem se dedique a introduzir informações e dados errados, como uma possível forma de divertimento, quiçá. A filtragem necessária terá de ser elaborada em função do tempo de que dispomos para pesquisar vários tipos de informações.
Nesta fase é também pertinente falar-se sobre os formatos que a informação pode ter nestas ferramentas. Além do texto escrito, estão disponíveis as dimensões áudio e vídeo, abrindo portas mais amplas para apresentações mais interactivas e enriquecidas por formatos multimédia. Postam-se tutoriais, truques para jogos, interpretações legislativas, actividades pedagógicas, divulgam-se informações do mais variado nível, organizadas por área e tema. A identidade perde o seu nome, mas todos sabemos o que se faz à nossa volta e como podemos dar esses passos…
Bons blogues para todos!



publicado por reginalencastre_te às 16:33
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Portefólios Digitais...

A valorização da voz das coisas e das nossas próprias vozes, naturalmente, aproxima-nos da ideia de que o conhecimento implicará, por um lado, um sujeito que conhece e, por outro, que este conhecimento não terá sentido para além deste sujeito. Este tem sido o argumento partilhado pelas diversas epistemologias construtivistas. Parte-se aqui do princípio de que o conhecimento da realidade é construído pelo sujeito a partir da sua própria experiência dessa realidade. Por outro lado, a riqueza desta aprendizagem ou construção dependerá da disponibilidade ou possibilidade do sujeito escutar as vozes, a sua ou a de outros ou a voz das coisas, necessária à valorização dessa experiência. Na medida do valor atribuído à experiência, o conhecimento acontece e torna-se acessível ao sujeito que conhece através de um processo de construção de representações diversas sobre a mesma em que o sujeito estará, assim, implicado. É nesta relação estreita (inséparable) entre o conhecimento, ou a experiência intencional do sujeito do conhecimento (l’éxpérience intentionnelle du sujet connaissant), e a sua representação, ou a construção titubeante por parte do sujeito (la construction tâtonnant du sujet représentant la connaissance), que se fundamentam ou se definem hoje, no quadro de uma epistemologia construtivista, os conhecimentos passíveis de serem comunicados ou ensinados (Le Moigne, 1999, 70).

Desta forma situar e contextualizar a utilização de portefolios em projectos educativos salientando os seus papéis como instrumentos de formação e avaliação assentes na construção do conhecimento, na colaboração, na integração dos saberes teóricos e práticos, na promoção da flexibilidade cognitiva é a missão.
A formação narrativa, implicada nos portefolios, representará então, com certeza, um caminho promissor, potencializado pelas TICs, na educação para uma sociedade do conhecimento ou na construção de verdadeiras comunidades aprendentes. Assim as narrativas pelos processos que envolvem nomeadamente os referentes à própria escrita, em suportes vários e, por outro lado, os que estão implicados nas conversas ou diálogos sucessivos com a experiência ou práticas, rentabilizarão e transformarão os textos em contextos reais e virtuais de aprendizagens significativas e significantes para a comunidade a que se pertence.



publicado por reginalencastre_te às 14:18
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